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  • Ricardo Gomes

O Brasil que queremos


O Brasil gerou um aparato estatal gigantesco a partir de uma premissa errada. Confundimos, por muito tempo, serviços públicos com serviços estatais. Tudo que o que é de interesse público passou a ser administrado pelo governo (seja Federal, Estadual ou Municipal). Já é passada a hora de construirmos serviços que estejam comprometidos com o atendimento à população e não com um modelo de gestão ineficiente.

A paralização do transporte de cargas, que vivenciamos nos últimos dias, evidenciou ainda mais a grave crise financeira que o país enfrenta. Mostrou as consequências dos desvios na Petrobrás, revelados pela operação Lava Jato. A greve acabou se transformando em um movimento de insatisfação da população pela forma como o país vem sendo conduzido. Por mais que isso afete as empresas, quem deve pagar a conta é a população. Existe uma crise e uma chance de mudar nossa história. Que nas eleições de outubro saibamos votar e defender a democracia. A mudança do Brasil está nas mãos dos brasileiros.

Esta paralização também evidenciou a necessidade de uma reforma tributária que, ao invés de incentivar que cada setor ou categoria corra atrás de medidas fiscais que beneficiem somente a si próprios, propicie um ambiente de negócios mais favorável para todos os segmentos, incentivando investimentos e a geração de empregos.

É nítido que precisamos de uma profunda reforma do Estado brasileiro, que resulte em um governo menor e mais eficiente. E para fazer isso é preciso competência, boas ideias e prioridades. Isso significa, também, eliminar órgãos inúteis que estão alocando recursos, tempo e esforços em áreas melhor administradas pela iniciativa privada. É preciso responsabilidade para com os gastos do dinheiro do pagador de impostos. Critério para não gastar boa parte da arrecadação em áreas secundárias, que trazem prejuízos e atrapalham as prioridades reais, ou seja, a defesa da vida, propriedades e liberdade. Basta querer fazer. Quem atende tudo, não atende nada.


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