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  • Ricardo Gomes

Hemobrás: a estatal que já custa 16x mais do que deveria e ainda não está pronta


Criada no governo Lula, em março de 2005, a Hemobrás custaria 65 milhões e deveria produzir medicamentos para hemofílicos, supostamente a preços mais baixos. Na prática, a história é um caso de polícia. A estatal já consumiu R$ 1,06 bilhões dos cofres públicos e ainda não conseguiu concluir a construção da sua fábrica de hemoderivados, que agora já está estimada em 1,4 bilhões. O passivo com fornecedores fechou o ano de 2016 em R$ 599 milhões, sendo R$ 586 milhões em moeda estrangeira. A estatal não produz medicamentos e gera cada vez mais despesas - são prejuízos anuais de 300 milhões.

Em 2016, o relatório da empresa mostrou que 85 das 185 mil bolsas de plasma sanguíneo armazenadas tiveram que ser inutilizadas, pois ficaram expostas à temperatura. Ou seja, 45% do estoque da empresa foi para o lixo.

A empresa tem hoje 200 funcionários, sendo 184 concursados, além de três diretores e 11 conselheiros. A maior remuneração entre os administradores chega a R$ 31 mil. Entre os empregados, R$ 22 mil, com média de R$ 9,4 mil. A folha de pagamento custa R$ 32 milhões por ano.

Além disso, fraudes em licitações da Hemobrás viraram caso de polícia em dezembro de 2015. O presidente da estatal, Rômulo Maciel, nomeado por Lula e reconduzido por Dilma Rousseff, chegou a ser preso na Operação Pulso, da Polícia Federal. Durante as buscas e apreensões, maços de dinheiro foram jogados do edifício onde morava Maciel Filho, que foi afastado do cargo.


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